Ginecologia e Obstetrícia

A Ginecologia e Obstetrícia é uma especialidade abrangente médica e cirúrgica com vertente preventiva e curativa, da infertilidade à oncologia e que lida com a saúde da mulher e do feto ao longo de todas as fases das suas vidas.

"Os médicos são preparados para defender a vida e os seus valores e é gratificante ser Obstetra, pois quase sempre tudo corre bem e são momentos de felicidade partilhados."

Corpo Clínico
FAQ
(Ginecologia e Obstetrícia)

Não. No centro de saúde é um médico de medicina Geral e Familiar não um especialista de Ginecologia e Obstetrícia.
Fazem-se os rastreios das doenças mais frequentes e por faixa etária e obedecendo aos indicadores emitidos pelo Ministério da Saúde.
É importante mas diferente do aconselhamento individual e personalizado e incluindo rastreios de doenças menos frequentes como o Cancro do ovário por exemplo, que no centro de saúde não é procurado em nenhuma faixa etária.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Contacte o seu ginecologista. Ele vai dizer-lhe para fazer repouso e abstinência sexual e vai avaliar a situação conforme o tempo de gravidez em que se encontra.

- Se for um sangramento do 1º trimestre pode ser devido a alterações cromossómicas por má qualidade do óvulo ou do espermatozóide ou por ter sido exposta a substâncias nocivas para o embrião. Nestes casos vai acabar por ter um aborto espontâneo mesmo fazendo repouso e abstinência.

- No início da gravidez pode haver perdas de sangue devido a falta de hormonas, neste caso ao detectar na ecografia e nas análises o médico vai prescrever estas hormonas em falta além do repouso e abstinência.

- Uma causa importante de perdas de sangue são infeções ginecológicas ou urinárias, mas também podem ser provocadas por parasitas intestinais como a Giardia Lambdia por exemplo.

- A perda de sangue pode ser do colo do útero por pólipos ou por uma lesão sangrante e não de dentro do útero e assim não coloca a gravidez em perigo.

- A perda de sangue numa gravidez mais avançada pode ser devida a um descolamento de placenta. Isto é uma situação grave para a mãe e para o bebe e requerer hospitalização e monitorização da situação até se decidir a melhor altura para o bébé nascer. Pode esperar-se durante 1 ou mais meses dependendo dos valores das análises, da quantidade de sangue perdida e sempre tentado que o bebe atinja a sua maturidade pulmunar, que pode ser estimulada através da injeção de corticoides à mãe.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Se as perdas forem durante o esforço. Quando tosse, ri , corre ou salta trata-se de uma incontinência urinária de esforço e pode ter que fazer uma suspensão do ângulo entre a bexiga e a uretra. Mas primeiro deve tentar fazer fisioterapia com estimulação do pavimento pélvico e exercícios periniais de Kegel. E melhorar a espessura das camadas da vagina com estrogénios locais que podem ser fitoestrogénios.

Se perder urina quando ouve agua a cair ou está mais frio isso quer dizer que tem uma emergência urinária e esta situação não é corrigida com cirurgia. Pode ter que tomar medicação apropriada.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

As infeções fúngicas recorrentes podem ser devidas a alteração do PH da vagina que fica mais àcido com menos bacilos de dodderlein que são a flora vaginal normal.

Acontece quando o sangue fica mais doce devido a uma diabetes ou ingestão frequente de doces e isto modifica eliminando os doces e fazendo dieta pobre em carbohidratos.

Acontece mais em pessoas que façam desporto e transpirem com fatos de lycra.

Acontece devido a toma de antibióticos porque estes matam a flora normal. É aconselhável a toma de próbioticos em simultâneo.

Se houver uma infeção viral no colo do útero ou na vulva e/ou na vagina, a imunidade local fica diminuída e a candidíase é mais frequente.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Não. Embora possa ser transmitida pelo contacto e por isso se o parceiro apresentar sintomas também é tratado.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

A citologia detecta a existência de alterações das células do endocolo se disser " presença de células da zona de transformação" . Esta é a zona do colo onde o vírus do HPV se instala, se disser " ausência de células da zona de transformação " é porque não houve uma boa colheita.Isto é frequente em mulheres que nunca tiveram um parto vaginal ou depois da menopausa em que o orifício externo do colo fica muito fechado.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Sim. Só tem cancro do colo do útero quem adquiriu sexualmente um virus de HPV ( Papiloma virus humano).

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Sim, a todas as perguntas!

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

"É toda a intervenção que se faz aos órgãos genitais femininos externos (reconstrução e rejuvenescimento dos pequenos lábios, grandes lábios e perineo) e aos órgãos genitais femininos internos (reconstrução e rejuvenescimento da vagina, parede anterior com a bexiga, parede posterior com o reto, levantamento dos músculos do pavimento pélvico, infiltração do ponto G).

As mulheres recorrem mais pela parte estética externa porque a maioria ainda desconhece a existência da interna, normalmente é o médico que faz a citologia do colo do útero que alerta para a existência de útero e/ou bexiga e/ou reto descidos.

Por isto decidi que a todas as mulheres que me procuram para melhorar a sua parte íntima eu ofereço a correção de todo o conjunto conforme as necessidades de cada uma e a minha avaliação.

As mulheres são intervencionadas em ambulatório com anestesia local e sedação e tem alta no mesmo dia. Esta cirurgia não tem um pôs operatório doloroso, podem fazer a sua vida normal exceto atividade sexual que é aconselhável só após 4 semanas."

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

A pesquisa de estreptococos do grupo B na Gravida tem dois motivos.
Um às 28 semanas ou antes se houver contrações para prevenir o parto pré-termo. Pois é uma bactéria que causa contrações uterinas.
Na mulher não gravida não causa problemas, e há mulheres que costumam ter de forma recorrente.

Outro motivo da sua pesquisa as 35 semanas é a prevenção de meningite e cegueira no recém-nascido.

É vantajoso a utilização de um probiótico desde o início da gravidez para equilibrar a flora vaginal e evitar infeções.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Harmony exame de diagnóstico pré-natal de cromossomopatias como o síndrome de Down efetuado por uma colheita de sangue materno a partir das 10 semanas e que deteta DNA fetal presente na circulação sanguínea materna.

Tem uma probabilidade de diagnóstico de Síndrome de Down de 99,9% praticamente igual a de uma Amniocentese com a vantagem de que não é invasivo e de que se efetua numa fase mais precoce da gravidez 10 Semanas e não 16 semanas. Isto permite aos pais tomar decisões precocemente cerca das 12 semanas em vez de as 20 semanas.

Inconveniente e mais dispendioso que o rastreio combinado e custa o mesmo que uma Amniocentese.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Rastreio bioquímico do primeiro trimestre - avaliação do valor das hormonas beta HCG e PAP-A existentes no sangue materno as 12 semanas.

Rastreio bioquímico do segundo trimestre - avaliação das hormonas beta HCG, estriol e alfafetoproteína no sangue materno as 16 semanas.

Rastreio combinado 
Utilização das medidas fetais obtidas na ecografia das 12 semanas como o comprimento crânio caudal, a prega da nuca e o comprimento do osso nasal. Em combinação com os valores dos rastreios bioquímicos.

O rastreio combinado do segundo trimestre faz se há cerca de 20 anos e tem um grau de deteção de Síndrome de Down de 86%.
Quando se acrescentou o rastreio bioquímico do primeiro trimestre há cerca de 10 anos este grau de deteção passou para 92%.

Não se sabe qual a probabilidade de deteção do rastreio combinado do primeiro trimestre não associado ao do segundo.

Muito menos querer compara lo ao teste de diagnóstico pré-natal que pesquisa DNA fetal no sangue materno a partir das 10 semanas com um grau de deteção de Síndrome de Down de 99,9%.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Um parto num hospital público se correr tudo bem e feito por uma enfermeira ou enfermeiro. Os médicos só são chamados se algo correr mal para poderem fazer um parto com fórceps e/ou ventosa.

Ou decidir de uma cesariana. A grávida quando e internada perde a sua autonomia não pode decidir sobre que tipo de parto gostaria de ter e entra numa linha de montagem em que vai passando pela mão de vários profissionais. Se correr com normalidade ótimo o pior é quando começam as dificuldades e ela tem de enfrentar a insistência na tentativa de um parto por via baixa que por vezes vai além de qualquer razoabilidade.

Uma diferença também é se consegue ter direito a uma epidural feita por um anestesista experiente.

Outra diferença é a aptidão cirúrgica de quem fez o parto e faz as correções de episiotomias e rasgaduras. Por vezes necessitam de uma cirurgia íntima no pôs parto.
Outra diferença é a possibilidade de poder descansar durante a noite pois no Hospital público existem poucas enfermeiras durante a noite para uma enfermaria com muitas puérperas. Mesmo que quisessem ajudar a tomar conta dos bebés era humanamente impossível.

A livre escolha é uma conquista da mulher moderna. O Parto no Hospital Público é gratuito para os pais tem o mesmo custo que no privado só que é o estado, ou seja, os impostos de todos nós a pagar. Existem bons seguros que comparticipam o parto alguns na totalidade ou quase. O parto privado já tem um preço muito acessível cerca de 4 a 6 vezes inferior de há 20 anos atrás.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Rastreio bioquímico do primeiro trimestre - avaliação do valor das hormonas beta HCG e PAPP-A existentes no sangue materno as 12 semanas.

Rastreio bioquímico do segundo trimestre - avaliação das hormonas beta HCG, estriol e alfafetoproteína no sangue materno as 16 semanas.

Rastreio combinado

Utilização das medidas fetais obtidas na ecografia das 12 semanas como o comprimento crânio caudal, a prega da nuca e o comprimento do osso nasal.
Em combinação com os valores dos rastreios bioquímicos.

O rastreio combinado do segundo trimestre faz se há cerca de 20 anos e tem um grau de deteção de Síndrome de Down de 86%.

Quando se acrescentou o rastreio bioquímico do primeiro trimestre há cerca de 10 anos este grau de deteção passou para 92%.

Não se sabe qual a probabilidade de deteção do rastreio combinado do primeiro trimestre não associado ao do segundo.

Muito menos querer compará-lo ao teste de diagnóstico pré-natal que pesquisa DNA fetal no sangue materno a partir das 10 semanas com um grau de deteção de Síndrome de Down de 99,9%.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

O método das temperaturas é mais eficaz para ajudar a engravidar do que para evitar gravidez.

A medição da temperatura interna do corpo (por ex. na boca), de manhã ainda em repouso, antes de levantar.

A temperatura interna é cerca de 0,5 graus centígrados superior à temperatura externa e podem variar.
Mas quando há uma ovulação, a progesterona aumenta e esta hormona é responsável pelo aumento da temperatura.

Quem usa o método da temperatura (Ogino-Klaus) para não engravidar pode ter relações sexuais desprotegidas apenas quando a temperatura acabou de subir.

Em ciclos anovulatórios que são muito frequentes sobretudo em mulheres com ovários micropoliquisticos (cerca de 1/3 das mulheres) a temperatura não sobe e assim não sabem qual é a altura em que podem ter relações sexuais desprotegidas.

Este método das temperaturas usado para engravidar indica que está na altura de ter relações sexuais quando a temperatura começa a subir. Pode subir 0,1 graus ou um pouco mais por dia. Basta ter relações sexuais em dias alternados durante esses 5 dias. Pois a semi-vida do espermatozoide é de 48 a 72 h e ele pode ficar nas trompas à espera do óvulo, que por sua vez apenas tem uma semivida de 12 a 24 h após a ovulação.

Assim uma curva de temperatura normal de um ciclo ovulatório é uma curva bifásica, em que a temperatura sobe de 36,5 graus centígrados para 37 graus centígrados e nestes dias é a melhor altura de ter relações sexuais.

Se a mulher ficar gravida, a temperatura vai manter-se elevada, se não, ela desce no início do período menstrual.

Se houver ovulação, mas a seguir a produção de progesterona pelo corpo amarelo for insuficiente, a temperatura não se mantém e fica instável, uns dias mais elevada do que outros. Estas são as mulheres que necessitam de fazer suplementação de progesterona para manter a gravidez.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Em cerca de metade dos casos é de causa masculina e o diagnóstico faz-se através de um espermograma com espermocultura.

As causas femininas dividem-se em 1/3 ovário (anovulação e síndrome do ovário micropoliquistico) , 1/3 trompas (doença inflamatória pélvica e endometriose) 1/3 útero (pólipos, miomas, útero septado ou bicórneo). O diagnóstico faz se com analises, ecografia, histerosalpingografia, histeroscopia e laparoscopia.

Só em casos de obstrução total das trompas, de uma azoospermia ou oligospermia e casos em que são necessários espermatozoides ou ovócitos de dador é que é necessário recorrer à FIV.

Muitos dos casais que frequentam as clínicas de infertilidade não necessitam e entram numa espiral de consumismo e ansiedade que diminuem a possibilidade de uma gravidez espontânea.

Um ciclo de FIV pode custar 5000 ou mais euros, as chances de sucesso são 10% e o dinheiro não é devolvido.

Não é explicado que bebés nascidos de uma FIV tem 5 vezes mais probabilidades de terem doenças raras como o autismo e a paralisia cerebral.

Aos 40 anos uma mulher não é aceite em programas estatais de fertilidade e nos privados é aconselhada a engravidar de ovócitos de dadora para aumentar as probabilidades de êxito.

As mulheres têm a sua vida fértil ideal entre os 20 e 40 anos. De preferência dos 25 aos 35 anos.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Ponto G é o tecido conjuntivo sub uretral.
É onde estão as glândulas para uretrais de Skene. Estas têm todos os componentes estruturais e funcionais da próstata masculina.

Mulheres em que este tecido está bem desenvolvido tem orgasmos fáceis. Nas outras podemos ajudar com infiltração de ácido hialuronico por exemplo. É uma técnica muito simples e faz se sem anestesia no consultório.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra