Imuno-Hemoterapia

A imuno-hemoterapia é uma especialidade médica clínico-laboratorial. Na sua vertente laboratorial, inclui-se o estudo imunológico do doente, na perspectiva terapêutica, nomeadamente transfusional.

A vertente clínica debruça-se no seguimento de doentes com patologia hematológica, como por exemplo aqueles com anemia, ferropénia, poliglobulia, trombocitopenia, hemocromatose, perturbações da coagulação, entre outras.

Corpo Clínico
FAQ
(Imuno-Hemoterapia)

Habitualmente, a expressão “sangue grosso” refere-se a excesso de glóbulos vermelhos, situação que pode trazer riscos de hiperviscosidade, ou seja, de aumento da probabilidade para eventos trombóticos. Deve ser vigiado regularmente. É importante procurar-se a causa para esse aumento de glóbulos vermelhos, de forma a reduzir o risco de trombose. Pode ser necessário extrair pequenas quantidades de sangue (flebotomia ou hemaferese).

Há casos em que esses sintomas juntos se devem a poliglobulia, ou seja, excesso de eritrócitos ou glóbulos vermelhos. Outros sintomas podem surgir, tais como: prurido no fim do banho morno ou quente, formigueiros nas mãos ou pés. Deve fazer hemograma e outros exames médicos para encontrar a causa.

Em algumas situações de patologia respiratória, há défice de oxigenação que o organismo interpreta erradamente como havendo necessidade de produzir mais glóbulos vermelhos, o que gera aumento de viscosidade. Assim sendo, há necessidade de consulta para vigilância e tratamento da poliglobulia.

De facto, mesmo sem ter anemia, pode haver falta de ferro significativa (ferropénia), que se traduz em cansaço acentuado, perda de cabelo, unhas frágeis e diminuição do bem-estar geral. Esses quadros de astenia melhoram muito com tratamentos adequados de ferro e/ ou vitaminas específicas.

A evicção de carne e / ou peixe na dieta, pode levar a alguns estados carenciais, pelo que se aconselha a realização de análises e, caso seja necessário, reposição de fatores em falta. A anemia nestes casos, pode instalar-se de forma tão subtil e progressiva que pode passar despercebida e ser detetada tardiamente.

A anemia perniciosa está relacionada com má absorção da vitamina B12. Deve ser medicado com cianocobalamina para manter a vitamina B12 em níveis saudáveis. Deve também conhecer a causa deste défice, pois vários fatores poderão estar envolvidos.

O fármaco varfarina está indicado em diversos quadros clínicos. O seu efeito no organismo é muito influenciado pela alimentação e outros medicamentos, pelo que o doente deve fazer análises e a dose de varfarina ajustada de acordo com os valores de INR, sob vigilância médica.

Estes medicamentos estão indicados quando existe risco trombótico. Não necessitam do mesmo controlo feito em caso de medicação com varfarina, mas o doente deve ser vigiado numa fase inicial e sempre que haja evidência de perdas hemáticas ou quando se programem exames invasivos.

Deve ser visto e fazer análises, para ficar descansado. A Doença de von Willebrand, por exemplo, caracteriza-se por tendência hemorrágica, hereditária na maior parte dos casos e, em situações de maior hemorragia ou de necessidade de intervenções invasivas, pode exigir tratamento médico. Em alguns casos, pode haver descida do número de plaquetas (trombocitopénia) ou outra patologia plaquetária, e também é importante vigilância médica.

Excesso de ferro pode ser transitório, relacionado com eventos inflamatórios, ou ser uma tendência crónica de alguns indivíduos que acumulam ferro ao longo da sua vida. A acumulação de ferro ao longo de anos, pode induzir patologias em alguns órgãos vitais, pelo que se recomenda vigilância e expoliação do ferro em pequenas quantidades, para prevenir doenças graves no futuro (flebotomia ou hemaferese).